domingo, 14 de dezembro de 2008

Meu mundo

Tenho certeza que o mundo é só meu
A tentativa de compreensão me leva ao egoísmo
Não é possível que todos tenham os seus
Creio ser o ator, e os outros coadjuvantes rotativos

Sinto-me vigiado enquanto a vida segue andando
Todas as frestas são lentes obsessivas
As pessoas, sei que estão contracenando
Num teatro de marionetes vivas

Qual o objetivo dos diretores dessa utopia?
Tenho medo da crítica vinda do reflexo
Até onde vai a naturalidade corrompida?
Me sinto como adão, tenho vergonha do meu sexo

A pior nudez vista é a da mente
A involuntariedade do pensamento me despe
Qual a dimensão desse olofote incandescente?
Sua direção, norte-sul, leste-oeste
(Vieira Júnior)

2 comentários:

  1. Em ti sempre avistei alma de artista, porém, confesso: Me surprendestes com tais formosas rimas.
    Me diz: Desde de quando escreve poesias?

    [Xandinha]

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  2. Hoje eu li esse! Simplesmente maravilhoso. Parabéns.

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