domingo, 14 de dezembro de 2008

Sertão e Asfalto

Sou filho do Nordeste e da cidade
A beleza da minha terra vai além
Trânsito, praias e o sol que arde
Cultura e história de gente que foi alguém

Recursos escassos e distantes
Pobreza e riqueza no mesmo plano
O povo, mais sofridos que amantes
Se segurando na fé, na chuva, no santo

O telurismo persegue o que vai
A esperança conforta o que fica
Ele chora, a saudade não sai
Ele também chora, mas da persistência faz sua vida

Seu destino está selado
Mesmo sabendo, faz da luta sua sina
No sertão ou no calor do asfalto
Ele é nordestino, respira e não desanima
(Vieira Júnior)

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