Não sou criança, jovem, adulto ou velho
Eu sou uma alma que já viveu alguns anos
A cada hora que passa mais vida eu espero
Guardada na memória e matéria do ser humano
A vida não possui etapas, ela é crua
O eufemismo didático afasta o real
Mesmo em diferentes fases, só existe uma lua
E a sua identidade não mudará afinal
O seu jogo é efêmero e fugaz
A delicadeza do tempo só persiste no instante
É como um filme velho que sempre está em cartaz
Uma vanguarda viva de um passado distante
Gozo no corpo da juventude, mas minha nostalgia é rica
O passado conjuga-se no presente, ele vive
Faço da memória, uma companheira antiga
Tornando-me fruto do que era num eterno aclive
Em busca de certezas, minhas dúvidas inundam um mar
Sou um eterno refém da curiosidade
E o homem, sonha por acreditar
Que o espírito é imortal na suposta eternidade
+de+k.jpg)

Fala Vieira!
ResponderExcluirCara muito legais as coisas que você escreve!
Parabéns!
Grande Abraço!